quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Devoradores de plantas

Plantas ornamentais, assim como outras culturas, sofrem o ataque de diferentes espécies de pragas. Os hábitos alimentares dessas espécies são bastante diversificados.
Na maioria das vezes é possível examinar a planta atacada em busca do organismo causador do dano, entretanto, nem sempre é possível encontrá-lo. A forma como se alimentam pode nos dar a dica de qual inseto está ocasionando o dano.
É comum nos depararmos com um ou outro bichinho em nosso jardim. A questão é. Quais deles atacam as plantas, as devoram e algumas vezes atá as matam?
A partir desta semana estarei postando a respeito das pragas que atacam as plantas e sempre que possível alguma forma de combatê-las.
Nesse post vamos falar de um bichinho muitas vezes ignorado por muitos e encarado como inofensivo.
Caracol
Bicharada - Artrópodes e outros invertebrados do nosso quotidiano


Esses bichinhos apreciam lugares úmidos e escondidos, com caracol ou sem, comendo vorazmente as plantas, principalmente após uma chuva.


São moluscos gastrópodes, não são insectos como as moscas e os escaravelhos nem aracnídeos como as aranhas. Têm uma espécie de “pé” que lhes permite deslizar sobre um rasto de muco que segregam. Os caracóis deslocam-se muito devagar, mas conseguem fixar-se e subir ou descer sempre que for necessário.





Na sua generalidade, os caracóis são ao mesmo tempo macho e fêmea (hermafroditas) e podem acasalar com qualquer outro caracol da sua espécie, desde que este se mostre disponível!
É chique pedir escargots num restaurante, mas estes não passam de caracóis! Podemos comer os caracóis do nosso quintal desde que depois de capturados fiquem sem alimento durante uns dias, para limpar o seu sistema digestivo. São uma delícia!

Concha: é feita de cálcio, endurecida para proporcionar protecção contra a maioria dos predadores, mas não contra todas as aves.
Padrão: o padrão das conchas dos caracóis difere de espécie para espécie. No entanto, na mesma espécie, alguns indivíduos exibem uma coloração diferente.
Espiral: no sentido dos ponteiros do relógio ou no sentido contrário, consoante a espécie.
Alimento: principalmente plantas, mas certos caracóis são predadores e comem outros caracóis, também podem comer excrementos de aves.
“Pé”: os caracóis deslocam-se usando o seu músculo ventral que é muito desenvolvido.
Tentáculos: na extremidade dos tentáculos ficam os olhos do caracol.
Pele: sensível, depende da protecção da concha para não secar.
Muco: permite a deslocação do caracol, protege-lhe a pele e ajuda-o a fixar-se em superfícies lisas, como as folhas.
Rádula: “língua”, tipo ralador, que lhes permite desfazer a comida.

Espécie em vias de extinção: os caracóis podem parecer animais vulgares, mas alguns encontram-se ameaçados de extinção. Por exemplo, muitas espécies do género Partula encontram-se extintas na natureza devido à acção do Homem. Outras existem apenas em cativeiro, reproduzindo-se em jardins zoológicos.
Pragas: certas espécies de caracóis podem constituir uma praga para os agricultores quando devoram as plantas cultivadas.
Reprodução: os caracóis têm uma corte elaborada que se inicia pelo disparo de um dardo “de amor” por ambos, que os predispõe para o acasalamento! Depois de acasalarem, ambos podem pôr ovos.
Postura: os caracóis escavam um buraco e enterram entre 30 a 50 ovos no chão. Estes ovos são redondos e possuem uma casca branca dura.
Desenvolvimento directo: quando os ovos eclodem, os jovens caracóis já têm a respectiva concha e crescem até atingir o estado adulto.
Espécies: conhecem-se cerca de 35 mil espécies de gastrópodes que incluem os caracóis e as lesmas. Os gastrópodes pertencem ao grupo dos moluscos que são na sua maioria aquáticos, e entre as quais se incluem os bivalves, os polvos e as lulas.



Como combater:







Além da catação que o jardineiro pode fazer, também poderá usar iscas atrativas.
Faça o seguinte: corte o gargalo de uma garrafa PET pequena, coloque leite ou restos de refrigerante ou cerveja, juntando sal. 
O alimento atrairá a lesma e ela morrerá por desidratação. 
O uso de cinzas de fogão ou lareira espalhados sobre os canteiros também ajuda a repelir.
Existe no mercado venenos para lesmas, mas sempre que puder evitar seu uso, o meio ambiente agradecerá.




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Um comentário:

  1. gostei demais do site,bah lesma e caramujo tem de montão por aqui,eu sou um caçador assíduo deles,agradecido pelas dicas

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